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Fragmentação da Vegetação

O fenômeno que causa o ilhamento e degradação de florestas ao redor do mundo

A ação antrópica sobre o meio ambiente se configura como uma relação complexa, cujos reflexos são observados no modo como são explorados os recursos naturais disponíveis. Nesse contexto, observa-se a pressão antrópica expansionista sobre as florestas naturais se intensificando e com isso aumentando a necessidade de estudos sistemáticos dos ecossistemas florestais remanescentes, a fim de escolher corretamente as estratégias de manejo e conservação a serem implantadas (MEFFE; CARROLL, 1994 apud SEOANE, 2007).

A fragmentação da paisagem caracteriza-se por ser um processo no qual o habitat contínuo é dividido em partes, alterando as condições ambientais para cada unidade fragmentada e sua relação com o entorno (Rambaldi, 2003). A fragmentação pode se originar por processos naturais ou causados pela ação antrópica (MMA, 2003). 

Esses fragmentos de hábitats geralmente ficam isolados uns dos outros, envolvidos em uma paisagem altamente modificada dominada pelo homem, ilhados. Isso resulta em muitas mudanças físicas e ecológicas nos fragmentos florestais (Lovejoy et al., 1986; Bierregaard et al., 1992; Nascimento e Laurance, 2006), com consequências sobre a estrutura e os processos das comunidades vegetais (MMA, 2003). A fragmentação da vegetação gera fatores estressantes e a degradação de hábitats florestais que tendem a reduzir a diversidade de organismos (Peres, 2013). 

Nos ecossistemas urbanos os remanescentes e fragmentos florestais representam um recurso precioso para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. Por isso, tem-se na criação da Lei nº 9.985 – Sistema Nacional de Unidades de Conservação o parque urbano com grande importância ambiental, pois passa a ter o objetivo de preservação da biodiversidade para o bem coletivo.

Contudo, a gestão de áreas protegidas de forma isolada não é suficiente para a conservação, sendo necessária uma política de gestão de mosaicos de áreas protegidas, visto que estas áreas são enfaticamente influenciadas pela matriz envolvente (METZGER, 1999). 

Para isso é necessário pensar a conectividade desses fragmentos, que representa a magnitude da conexão entre os habitats e a respectiva capacidade de dispersão das espécies no espaço. 

Entender as consequências das mudanças ocorridas nos habitats e desenvolver efetivas estratégias para a manutenção da biodiversidade em paisagens modificadas é um dos maiores desafios de cientistas e gestores ambientais na atualidade.

Beatriz Cristina Goes é formada em Engenheira Florestal pela PUC/PR, pós-graduanda em Gestão Sustentável e Meio Ambiente e tem sua atuação profissional focada na Conservação da Natureza.

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