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Hidrato de Metano, energia do futuro?

Hidrato de metano

O hidrato de metano, conhecido também como gelo de metano e “gelo que arde”, possui a fórmula CH4·5,75 H2O. Trata-se de um composto altamente energético, já que um litro desta composição corresponde, em condições normais de temperatura e pressão, a 168 litros de gás metano.

Em temperatura ambiente, o metano volatiliza, formando uma espécie de gelo inflamável devido ao seu alto potencial energético.

Esta substância foi encontrada em quantidades significativas em camadas profundas do pergelissolo (solo gelado do Ártico) ou em leitos de oceanos.

Estima-se que no mundo haja 12 trilhões de toneladas deste gás e que haja mais energia armazenada nele do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo. Então podemos dizer que esta é uma ótima alternativa energética, não?

Infelizmente não é bem assim, pois há o desafio de extraí-lo do fundo do mar onde há altíssima pressão e baixa temperatura sem que o gás escape, além do gás metano possuir um potencial de aquecimento 25 a 30 vezes maior que o dióxido de carbono, o CO2.

A preocupação dos cientistas é que, como há altas concentrações deste gás em grandes áreas de gelo, devido ao aquecimento global, a tendência é que essas áreas sofram derretimento e, com isso, liberem o hidrato de metano, aumentando ainda mais a temperatura do planeta e assim, potencializando o efeito estufa. Outra grande preocupação é que a exposição incontrolada do hidrato de metano possa acarretar em deslizamentos e até tsunamis.

Pesquisadores encontraram enormes reservas deste gás na região do triângulo de Bermudas e isso pode ser uma justificativa para o sumiço inexplicado dos aviões e navios, visto que o hidrato de metano possui densidade menor que água, de 0,9 g/cm3, fazendo assim com que os navios percam sustentação e afundem.

A bolhas de metano também podem ser liberadas na atmosfera, e a faísca de um motor de um avião pode ser suficiente para causar uma tragédia.

De qualquer forma, desde 1998 os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes com o hidrato pois acreditam na possibilidade de utilizá-lo como um substituinte fóssil.

(12/02/2016)

Jéssica de Miranda Paulo é Engenheira Ambiental, especialista em Planejamento e Gestão de Negócios e mestranda do Programa Internacional de Mestrado Profissional em Meio Ambiente Urbano e Industrial

Jéssica de Miranda Paulo
Jéssica de Miranda Paulo
Engenheira Ambiental, Mestra em Meio Ambiente Urbano e Industrial e Especialista em Planejamento e Gestão de Negócios

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Norton Rezende araujo
Norton Rezende araujo

A resposta fóssil

José
José

Muito legal essa materia e ja assisti o filme e creio q pode ocorrer isso sim .melhor extrair a energia renovavel aqui na superficie da terra que é riquicimo.

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