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Lavar ou não os resíduos recicláveis?

A ação de lavar os resíduos recicláveis é bastante polêmica. Algumas pessoas são a favor, outras contra quando o assunto é lavagem de embalagens já utilizadas, ainda mais no período em que o estado do Paraná está passando por uma crise hídrica.

A coleta seletiva realizada em 766 municípios do Brasil é feita em duas etapas, uma é a coleta de resíduos “úmido”, são eles materiais orgânicos como restos de alimentos e materiais não recicláveis (papel higiênico), e a outra etapa é a coleta de resíduos “seco”, são aqueles materiais que podem ser reciclados caso estejam em condições adequadas (papel, plástico, vidro e metais).

Por este motivo a lógica é possuir apenas duas lixeiras em casa, e não optar pelo modelo de lixeiras coloridas com 06 opções de cores. Afinal, a sua rua é (ou deveria) ser atendida apenas por 2 tipos de caminhões distintos. A exceção é para óleo, materiais eletrônicos, remédios, pilhas e baterias, os quais devem ser destinados em locais próprios.

Os caminhões que coletam resíduos “secos”, na maioria das vezes vão direto para cooperativas de materiais recicláveis em sua própria cidade, essas cooperativas são formadas por pessoas que realizam a separação dos materiais recicláveis. Você alguma vez já pensou nas pessoas que realizam este trabalho manual? Não? Pois é, esse é apenas um dos motivos pelo qual você deve fazer a pré-lavagem do seu resíduos. Já imaginou se você precisasse mexer no seu lixo todo sujo com resto de alimento e líquido misturado e com mau cheiro ?.

A sugestão não é utilizar água potável para essa lavagem, e sim reaproveitar a água da própria lavagem da louça e até mesmo, caso as embalagens sejam em quantidade maior, utilizar a água do processo de lavagem da máquina de lavar roupa. Após um tempo esse processo já se torna tão habitual que você nem se dá conta que está lavando materiais recicláveis.

Com essa pequena ação você contribui de forma significativa para:

  • Minimizar a possibilidade de vetores em sua residência (ratos e baratas);
  • Aumentar a porcentagem de reciclagem;
  • Oferecer maior dignidade aos colaboradores das cooperativas;
  • Aumentar a vida útil dos aterros sanitários, pois um material que não pode ser reciclado perde o seu valor e é enviado para os aterros;
  • Aumentar a renda das famílias que vivem da reciclagem. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil perde R$ 8 bilhões anualmente por não reciclar.
  • Minimizar a poluição das águas e atmosfera; dentre tantos outros fatores diretos e indiretamente.

Para entender melhor:

Resíduo/Lixo seco é reaproveitável

Resíduo/Lixo úmido é descartado ou pode virar adubo

Recomenda-se água de reuso para lavar embalagens

NÃO é reciclável: 

  • Guardanapo usado;
  • Caixa de pizza, se estiver suja de gordura (na maioria das vezes a base é descartada no lixo úmido e a tampa no reciclável).
  • Papel higiênico e papel toalha usado;
  • Fralda descartável usada;
  • Copos plásticos sujos;
  • Palhas de aço;
  • Papel carbono;
  • Etiqueta adesiva;
  • Embalagens de marmita;
  • Bitucas de cigarro.

Com essas dicas, você já está apta(o) para contribuir ativamente no processo de reciclagem. Faça um pequeno esforço com consciência e reduza o impacto ambiental, assim você contribui de forma positiva com o nosso Planeta. A importância dessa pequena ação é perceptível. Ficou convencido(a)? Qual a sua visão sobre esse assunto?

Thayoná Souza de Oliveira é acadêmica de Engenharia Ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

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