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Análise SWOT do Brasil em relação às Mudanças Climáticas

Mudanças Climáticas

O termo SWOT significa Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). Trata-se uma ferramenta muito utilizada na administração e planejamento para identificar o ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) da organização.

No dia 1º de dezembro foi dado início à 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) em Lima, no Peru. Estão presentes mais de 10 mil delegados de 195 países com o propósito de se chegar a um consenso de compromissos e objetivos em prol da redução das emissões de gases estufa visando um acordo global a ser assinado no próximo ano na Conferência de Paris.

Realizar uma análise SWOT para o Brasil referente ao tema Mudanças Climáticas é algo digno de uma monografia, portanto tentei descrever nas linhas abaixo um formato resumido de qual é a minha visão das Forças, Fraquezas, Ameaças e Oportunidades para o Brasil quanto a este tema.

Se compararmos com outros países, só em 2013, 41% da energia utilizada do Brasil foi renovável. Coloco esse ponto como força pois se compararmos com o mundo em que essa porcentagem é menor que 15%, temos muitos pontos à frente.

Outras questões que identifico como força: possuímos uma extensa área marítima que contribui com a retenção do gás CO2, produzimos álcool que emite menor quantidade de gases que os combustíveis fósseis, temos recursos alternativos de fontes energéticas solares e eólicas, além de possuirmos uma grande extensão de terras voltadas para a agricultura que de certa forma absorvem este gás.

As fraquezas do Brasil estão relacionadas com a falta de tecnologia e investimentos em pesquisas, falta de investimentos em alternativas de transportes eficientes e coletivos, predominância do transporte de cargas rodoviários, grande quantidade de queimadas, o desmatamento desenfreado, a falta de fiscalização, a grande burocracia para adoção de tecnologias e projetos inovadores, a carência de educação e sensibilização ambiental da população, além de políticas imediatistas que não levam em consideração o tempo futuro.

Como principal ameaça eu vejo o fato do país ser emergente e buscar o crescimento em detrimento do desenvolvimento aumentando as suas emissões e tornando-se um dos principais poluidores (estamos quase lá).

Tudo que foi apontado antes pode ser visto e transformado em oportunidade. Temos históricos mal sucedidos de países que buscaram o desenvolvimento sem dar a devida importância para o aspecto ambiental e por isso sabemos quais caminhos não seguir. Resta à nossa nação investir em tecnologias e projetos que visem o desenvolvimento sustentável, estabelecer critérios e incentivos aos investimentos que visem a sustentabilidade do nosso país para que possamos ser reconhecidos no futuro como um exemplo de nação a ser seguida, ou isso tudo é muito utópico?

Jéssica de Miranda Paulo é Engenheira Ambiental e especialista em Planejamento e Gestão de Negócios.

Jéssica de Miranda Paulo
Jéssica de Miranda Paulo
Engenheira Ambiental, Mestra em Meio Ambiente Urbano e Industrial e Especialista em Planejamento e Gestão de Negócios

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Altair Ferreira
Altair Ferreira

Prezada Jéssica,

É muito oportuna essa sua análise em relação aos problema climáticos relacionados ao Brasil.
Concordo com você em suas consideração e não acho utópico o Brasil conquistar uma posição de destaque entre os países do mundo. Basta que os nossos dirigentes tenham interesse em fazer o que deve ser feito. Claro que os cidadãos brasileiros devem também fazer a sua parte que é a mais importante. O caminho é longo e é preciso uma mudança radical na cultura dos nossos cidadãos.

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