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Cidade e Meio Ambiente: O que Curitiba tem de diferente?

O bioma da Mata Atlântica, floresta com araucária ou floresta ombrófila mista, é um ecossistema muito ameaçado. Considerando-se apenas o estado do Paraná, por exemplo, restam somente 1% das florestas desse bioma. Em contraste com esse cenário, a cidade de Curitiba, capital do Paraná, se destaca positivamente como modelo no quesito de boas práticas ambientais, sendo conhecida como a capital verde brasileira devido principalmente ao seu patrimônio verde: a vegetação nativa em equilíbrio com o meio ambiente urbano. 

Curitiba possui 64,5 m²  de vegetação de porte arbóreo por habitante, distribuídos em 42 Unidades de Conservação municipais públicas (21 parques, 17 bosques, duas Áreas de Proteção Ambiental, um Jardim Botânico e uma Estação Ecológica), além das 21 Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipais (RPPNMs) reconhecidas que totalizam uma área de 14,5226 hectares, segundo o Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

Existe hoje um grande esforço da cidade em não limitar sua vegetação apenas aos parques e bosques, estimulando  a preservação de fragmentos florestais de propriedade particular. Um dos mecanismos criados para isso é a Lei da Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal, aprovada em 2006 e reformulada em 2011. A Lei estimula proprietários a preservar áreas naturais conservadas que se encontram no meio urbano, oferecendo incentivos fiscais e a transferência do potencial construtivo dessas para outras áreas da cidade.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de Unidade de Conservação privada, com objetivo de conservar a diversidade biológica, na qual podem ser desenvolvidas atividades de ecoturismo, educação ambiental e pesquisa científica. Podem solicitar a criação de uma RPPNM os proprietários de imóveis que possuam vegetação nativa em bom estado de conservação, cobrindo pelo menos 70% da área total do lote.

Para saber mais sobre o processo de criação de uma RPPN sugere-se a leitura  do Roteiro para a Criação e Elaboração do Plano de Manejo e Conservação de RPPNs, elaborado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba e disponível para acesso livre via internet (https://bit.ly/1Mkdctm).

Beatriz Cristina Goes é formada em Engenheira Florestal pela PUCPR, pós-graduanda em Gestão Sustentável e Meio Ambiente e tem sua atuação profissional focada na Conservação da Natureza.

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