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Redução da Biodiversidade Causada pela Poluição em Ambientes Costeiros

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. É o conjunto de medidas adotadas em um local para melhorar a vida e a saúde dos habitantes, impedindo que fatores físicos de efeitos nocivos possam prejudicar as pessoas no seu bem-estar físico mental e social.

No Brasil e mundo, as regiões costeiras abrigam a maior parte da população, incluindo grandes metrópoles, polos industriais, portos e zonas turísticas. Muitas das atividades humanas nas regiões costeiras envolvem a produção de resíduos, destacando-se os esgotos domésticos, que são considerados a forma mais comum e generalizada de poluição nas regiões costeiras.

A falta de uma rede de esgoto adequada no Brasil levou o país a ocupar a 112.ª posição, em um ranking de 200 países, no Índice de Desenvolvimento do Saneamento. Apesar de o levantamento ser do ano 2011, a situação não mudou muito nos últimos anos.

O número de pessoas que vivem em cidades litorâneas está crescendo em todo o nosso planeta, e mais esgoto é produzido sem que o mar possa processá-lo. Apesar de o homem achar que, por possuir uma área extensa, o mar conta com uma infinita capacidade de prover recursos naturais e absorver todos os resíduos que são nele despejados, isso não é verdadeiro. Cada vez mais, poluentes de diferentes tipos e graus de toxicidade são lançados no meio-ambiente marinho e, consequentemente, ocasionam vários tipos de problemas.

De modo geral, os principais impactos ambientais possíveis gerados pelo lançamento de esgotos no mar são a contaminação microbiológica, com seus consequentes riscos à saúde pública; o acréscimo de matéria orgânica e nutrientes no meio marinho, que pode levar à eutrofização e induzir à hipóxia ou mesmo à anóxia; o aumento da turbidez, afetando a produção primária e os organismos filtradores; e a contaminação química, gerando efeitos tóxicos sobre a biota. Todos esses impactos levam à inviabilização de alguns usos das águas marinhas, como a recreação a produção e manutenção dos estoques pesqueiros para fins de pesca e aquicultura, a deterioração dos aspectos estéticos e paisagísticos, os usos para fins de preservação do equilíbrio ecológico, entre outros.

(03/07/2015)

Antônio Norberto Wielewski, Licenciado e Pacharel em Biologia pela PUC -PR, especialista em Produção Aquícola. Atualmente professor de Biologia no Ensino Médio em Escola de rede particular na cidade de Curitiba. 

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